
Quem passou pelo Terminal Metropolitano de São Bernardo do Campo ontem (15 de fevereiro de 2026) pôde notar uma mudança significativa na paisagem, que até então parecia estagnada. A instalação das colunas de base para a construção da nova estrutura dedicada ao Terminal do BRT ABC marca, visualmente, o início de uma nova fase para um projeto marcado por ceticismo e revisões de prazo.
A inserção desses pilares é a primeira prova concreta de que a “modernização do corredor” — termo exaustivamente utilizado nos aditivos contratuais da Next Mobilidade — está, de fato, ganhando corpo nesta extremidade do sistema. Para o passageiro que convive com tapumes e promessas, ver a estrutura subir traz um misto de ansiedade e preocupação


O Contexto da Obra
A movimentação em São Bernardo acontece sob a sombra do quinto adiamento oficial da entrega do sistema, agora prevista apenas para junho de 2026. Até o momento, as discussões sobre o BRT ABC giravam muito mais em torno de impasses burocráticos — como a indefinição sobre o Terminal Sacomã e a complexa (e ainda nebulosa) integração tarifária entre a gestão estadual (Artesp) e a municipal de São Paulo (SPTrans) — do que em torno de tijolos e cimento.
A montagem da estrutura no Terminal São Bernardo sugere que a concessionária está acelerando o passo nas áreas onde possui maior controle territorial, tentando garantir as entregas parciais enquanto os nós górdios do projeto (especialmente a chegada à capital) seguem em debate nos bastidores.
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