
O Governo do Estado de São Paulo anunciou um investimento de R$ 3,1 bilhões na aquisição de 44 novos trens para o sistema metroviário, em uma das maiores iniciativas recentes voltadas à modernização do transporte sobre trilhos na capital e região metropolitana.
As novas composições serão destinadas principalmente à expansão da Linha 2–Verde, que avança em direção à Penha e, futuramente, a Guarulhos, além de reforçar a operação das linhas 1–Azul e 3–Vermelha, corredores de alta demanda no sistema.

Fabricados pela empresa chinesa CRRC, os trens estão atualmente em fase de desenvolvimento de projeto, com definição de design e especificações técnicas antes do início da produção. Parte da fabricação ocorrerá no Brasil, na cidade de Araraquara, consolidando a nacionalização de etapas do processo industrial.
Design moderno e foco na experiência do passageiro

O novo padrão visual das composições aposta em linhas mais angulares e contemporâneas, inspiradas na paisagem urbana de São Paulo. A frente dos trens contará com acabamento em tons metálicos e preto, enquanto as laterais terão destaque para uma faixa azul e comunicação visual atualizada.
Internamente, o projeto prioriza conforto e funcionalidade. Os carros terão iluminação em LED, painéis digitais de informação e layout com cores claras, além de assentos diferenciados para passageiros preferenciais.
Mais capacidade e tecnologia embarcada

Cada trem terá capacidade para transportar até 1.800 passageiros, com portas mais largas e sistema de circulação interna contínua (gangway), permitindo melhor distribuição dos usuários ao longo da composição.
Entre os principais itens tecnológicos, estão:
- Ar-condicionado inteligente com ajuste automático de temperatura;
- Entradas USB para recarga de dispositivos móveis;
- Sistema de operação automatizada (podendo chegar ao nível GoA4);
- Câmeras de alta definição com armazenamento prolongado;
- Comunicação direta com o Centro de Controle Operacional.
Além disso, os trens contarão com sistemas de frenagem elétrica, que reduzem o consumo de energia e o desgaste dos componentes, contribuindo para maior eficiência operacional e menor impacto ambiental.
Impacto na operação e na mobilidade

Com a chegada dos novos trens, a expectativa é de redução nos intervalos entre viagens, aumento da confiabilidade do sistema e melhora no conforto dos passageiros, especialmente em linhas que já operam próximas da capacidade máxima.
O investimento integra um conjunto mais amplo de ações do governo estadual voltadas à expansão e modernização da malha metroferroviária, incluindo projetos de novas linhas, ampliações e renovação de frota ao longo da próxima década.
A previsão é que as primeiras unidades sejam entregues em cerca de 21 meses, com a totalidade da frota entrando em operação gradualmente nos anos seguintes.
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