
A licitação para a concessão do transporte coletivo urbano de Jundiaí avançou nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, com a abertura dos envelopes contendo as propostas apresentadas pelas empresas interessadas em operar o sistema municipal. O processo definirá a futura concessionária responsável pelo serviço pelos próximos anos e prevê mudanças estruturais relevantes na operação.
O contrato em disputa estabelece prazo inicial de 15 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 15 anos, totalizando até 30 anos de concessão. O modelo proposto pela administração municipal prevê reorganização operacional do sistema, renovação da frota, adoção de novas tecnologias e melhoria do padrão de atendimento aos usuários.
Entre as exigências técnicas do edital está a operação com frota mínima de 244 ônibus, distribuídos conforme a demanda das linhas urbanas. O contrato determina controle rigoroso da idade da frota, com limite máximo de 10 anos, excetuados veículos de maior capacidade, além de renovação progressiva ao longo da concessão.
Também está prevista a incorporação de ônibus zero quilômetro, com padrão ambiental Euro 6, e a possibilidade de utilização de tecnologias menos poluentes, como ônibus elétricos, movidos a gás natural ou biometano, especialmente em fases experimentais e projetos-piloto. O edital ainda estabelece a ampliação da frota com ar-condicionado, elevando significativamente o percentual de veículos climatizados em operação.
Na disputa participam três empresas, todas ligadas a grupos empresariais com atuação consolidada no transporte coletivo.

A Viação Jundiaiense Ltda., controlada pela família Russo, representa um grupo tradicional no município, com longa atuação no transporte urbano local. A empresa apresentou proposta técnica e econômico-financeira compatível com as exigências do edital e segue habilitada para a próxima fase do certame.

A Rápido Sumaré Ltda. integra o Grupo Belarmino, conglomerado com presença em diversos sistemas de transporte no interior paulista. O grupo participa da licitação com proposta que contempla os parâmetros técnicos exigidos, incluindo frota, padrões ambientais e estrutura operacional.

A Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda. pertence ao Grupo SOU, controlado pela família Abi Chedid, um dos principais grupos do setor de mobilidade urbana no Estado de São Paulo. A empresa também apresentou proposta alinhada às diretrizes do edital, com foco em modernização da frota e eficiência operacional.
O modelo de julgamento da licitação combina avaliação técnica e proposta econômico-financeira, buscando equilíbrio entre qualidade do serviço e modicidade tarifária. A empresa melhor classificada na etapa inicial deverá comprovar a viabilidade do modelo apresentado, por meio da entrega de plano de negócios detalhado e documentação complementar.
Com a abertura dos envelopes concluída, a Comissão de Licitação inicia agora a fase de análise técnica aprofundada, que inclui verificação documental, avaliação de conformidade e atendimento integral às exigências contratuais. Somente após essa etapa será definida a empresa vencedora e encaminhada a homologação do resultado final.
A nova concessão é considerada estratégica para a mobilidade urbana do município e deverá impactar diretamente a qualidade do transporte coletivo, com expectativa de maior regularidade das viagens, redução de falhas operacionaise melhoria das condições de conforto e sustentabilidade ambiental ao longo do contrato.
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