
A Prefeitura de São José dos Campos confirmou oficialmente o adiamento do cronograma de entrega da nova frota elétrica que irá compor o futuro sistema de transporte coletivo do município. O prazo final, que antes estava previsto para setembro de 2026, foi transferido para fevereiro de 2027, ampliando em cinco meses a conclusão do projeto de eletrificação.
A atualização ocorre poucos dias após a equipe do Portal Notícias do Transporte mostrar que o município já enfrentava atrasos significativos na execução do contrato firmado com a Green Energy. O tema gerou repercusão nas mídias locais somente depois.
Segundo nota divulgada pela administração municipal, a mudança no cronograma ocorreu em razão de fatores externos ligados à cadeia de fornecedores e às condições do mercado brasileiro, impactando diretamente a fabricação e entrega dos veículos.
“O cronograma de entrega dos ônibus elétricos foi readequado em razão de fatores externos, relacionados a fornecedores e às condições do mercado brasileiro”, informou a prefeitura.
Apenas 5% da frota foi entregue
Até o momento, São José dos Campos recebeu somente 20 ônibus elétricos, número que representa apenas 5% do total contratado, de 400 veículos.
O plano original previa a chegada de 80 unidades até janeiro de 2026, porém apenas 20 foram efetivamente entregues. Outros 60 veículos, inicialmente remanejados para março, também não chegaram dentro do novo prazo.
Vale ressaltar que a frota está sendo fornecida pela Eletra, em parceria com a Caio Induscar.
Com a revisão oficializada, o município passa a trabalhar com a nova meta de conclusão para fevereiro de 2027, sem detalhar, por enquanto, as datas intermediárias das próximas entregas.
Contrato bilionário segue em execução
O contrato entre a URBAM (Urbanizadora Municipal) e a Green Energy SPE S.A., empresa cujos acionistas são da tradicional família Setti Braga, controladores de empresas conhecidas nacionalmente, como Eletra, Next Mobilidade e BRT Amazônia, foi firmado em março de 2025, com valor de R$ 2,718 bilhões ao longo de 15 anos, prevendo a locação integral da frota elétrica que substituirá gradativamente os ônibus movidos a diesel.
A implantação da nova frota é considerada um dos principais projetos de modernização da mobilidade urbana da cidade, mas os sucessivos atrasos já começam a pressionar a continuidade do modelo operacional atual.
Isso porque os contratos das atuais operadoras — Saens Peña, Joseense e Expresso Maringá — já foram prorrogados diversas vezes e têm validade até outubro de 2026.
Com a nova postergação, cresce a expectativa sobre uma eventual nova extensão desses contratos ou sobre medidas emergenciais para evitar impactos no atendimento aos passageiros.
Pressão por redução do diesel
A gestão municipal também reforçou que a entrega da frota elétrica é estratégica para reduzir a dependência do diesel e, consequentemente, a necessidade de subsídios elevados ao sistema, especialmente diante da volatilidade dos preços internacionais do combustível.
A operação integral dos 400 ônibus elétricos é vista como peça central para a reestruturação do transporte coletivo joseense.
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