VÍDEO: Prefeitura do Rio de Janeiro realiza interdição em duas empresas de ônibus

Em uma ação definida como emergencial pela Prefeitura do Rio de Janeiro, as garagens e operações das empresas Real Auto Ônibus e Viação Vila Isabel, integrantes do Consórcio Intersul, foram lacradas e suspensas na manhã deste sábado (31) após constatação de irregularidades na frota e descumprimento de obrigações previstas no contrato de concessão.

Autoridades municipais decidiram pela interdição de cerca de 250 veículos que não passaram pela vistoria anual obrigatória, além de constatarem que uma parcela mínima da frota estava em circulação nos últimos dias. Diante da situação, o executivo municipal determinou um plano emergencial para reorganizar a oferta de ônibus e evitar prejuízos aos usuários do sistema de transporte coletivo.

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O prefeito enfatizou que a medida visa garantir segurança, qualidade e continuidade do serviço prestado à populaçãoe que não resultará em redução da oferta de transporte, mas sim em sua reorganização com ampliação da operação em relação ao que vinha sendo feito pelas empresas afetadas.

Plano de transição e operação emergencial

Para assegurar o atendimento à população nas regiões impactadas, especialmente nas conexões entre a Zona Norte e a Zona Sul da cidade, a gestão municipal estabeleceu os seguintes pontos no plano emergencial:

  • Transferência de cerca de 60% das linhas anteriormente operadas pelas viações lacradas para a responsabilidade direta do consórcio parceiro, com início de operação previsto ainda no próximo domingo e reforço gradual da oferta de ônibus.
  • Caso o consórcio não consiga absorver a totalidade da operação, a administração informou que está providenciando o aluguel de novos veículos e que a empresa pública responsável pelo sistema BRT, Mobi-Rio, está preparada para operar temporariamente as linhas que demandarem substituição imediata.

O prefeito também fez questão de deixar claro que a Prefeitura não admitirá mais a continuidade de concessões que descumprem exigências básicas de segurança, manutenção e operação, e que medidas rigorosas serão aplicadas para regularizar o sistema no longo prazo.

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Ajustes de linhas e novos serviços

Como parte das medidas para reorganizar a malha de ônibus da cidade, foram anunciadas a criação de novas linhas e ajustes em itinerários existentes, com o objetivo de reforçar a cobertura em áreas afetadas pela interdição. Entre as mudanças já em vigor ou programadas estão:

Linhas com operação ajustada ou substituída:

  • 160 – Terminal Gentileza ↔ Leblon (via Túnel Rebouças)
  • 111 – Central do Brasil ↔ Leblon
  • 133 – Terminal Gentileza ↔ Largo do Machado
  • 162 – Terminal Gentileza ↔ Gávea
  • 319 / SV319 – Terminal Alvorada ↔ Central do Brasil (com variação pela Praia do Flamengo)
  • 302 – Terminal Gentileza ↔ Terminal Alvorada
  • 164 – Terminal Gentileza ↔ Leme
  • 435 – Grajaú ↔ Gávea
  • 456 – Norte Shopping ↔ Copacabana (com integrações parciais)
  • 539 – São Conrado ↔ Leme (via Rocinha e Copacabana)

Essas linhas tiveram trajetos ajustados, operação combinada com outras rotas ou expansão de itinerários para minimizar impactos no atendimento.

Linhas temporariamente sem operação:

  • 460 – São Cristóvão ↔ Leblon
  • 473 – São Januário ↔ Lido
  • 232 – Lins de Vasconcelos ↔ Castelo (trecho entre Vila Isabel e Centro)

Para os serviços sem operação imediata, a Prefeitura orienta o uso de alternativas ou linhas complementares até que a situação esteja estabilizada.

Transição com Mobi-Rio e reforço de oferta

A Mobi-Rio foi colocada em prontidão para assumir temporariamente rotas convencionais, caso os consórcios não consigam garantir a totalidade da operação. Paralelamente, processos administrativos para aluguel de ônibus e contratação de motoristas estão sendo acelerados para reforçar a malha.

Impactos e perspectivas

Passageiros que dependem regularmente das linhas afetadas vêm enfrentando dificuldades nos últimos meses, com oferta reduzida de veículos e interrupções frequentes no serviço. A prefeitura afirmou que essa reorganização faz parte de uma estratégia mais ampla para restaurar a confiança no sistema de transporte coletivo, com maior controle operacional, transparência de dados e acompanhamento em tempo real, além de preparar o sistema para as futuras fases de licitação de novas concessões.

As medidas entram em vigor imediatamente e a Prefeitura afirmou que continuará monitorando a operação, com possibilidade de adoção de novas ações caso falhas adicionais sejam identificadas na prestação do serviço.

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