
O Ministério Público concedeu uma liminar que impede a Suzantur de colocar em prática a medida que extinguiria o pagamento em dinheiro nos ônibus municipais de Ribeirão Pires. Com a decisão, a concessionária deverá continuar aceitando o pagamento da tarifa em espécie até que haja um julgamento definitivo da ação.
A empresa havia anunciado que, a partir de 1º de setembro, o embarque seria realizado exclusivamente por meio do cartão de bilhetagem eletrônica ou QR Code gerado pelo aplicativo BusPay. A iniciativa fazia parte do projeto “Ônibus Seguro”, apresentado como uma medida para aumentar a segurança operacional, reduzir a circulação de dinheiro nos veículos e agilizar o embarque dos passageiros. Leia a matéria completa sobre o assunto – clique aqui.
Com a decisão judicial, a mudança fica suspensa e o sistema de transporte coletivo permanece operando com as formas de pagamento atualmente disponíveis, incluindo o dinheiro em espécie. A liminar garante que os usuários não sejam impedidos de embarcar utilizando essa modalidade de pagamento enquanto o processo estiver em tramitação.
A proposta colocaria Ribeirão Pires como a primeira cidade do ABC Paulista e da Região Metropolitana de São Paulo a operar o transporte coletivo municipal exclusivamente com meios eletrônicos de pagamento. Entretanto, a determinação da Justiça interrompe a implantação da medida até que sejam analisados os argumentos apresentados pelas partes envolvidas.
Prefeitura afirma que não autorizou medida, mas cronologia dos anúncios gera questionamentos
Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Pires afirmou que a implantação da cobrança exclusivamente eletrônica foi uma iniciativa adotada pela concessionária sem o consentimento da administração municipal. No entanto, dias antes do anúncio oficial da medida, durante a cerimônia de entrega de oito novos ônibus ao sistema municipal, realizada em conjunto com a Suzantur, o prefeito Guto Volpi (PL) adiantou que o transporte da cidade receberia, naquela mesma semana, “mais uma novidade exclusiva”. Poucos dias depois, a concessionária anunciou o projeto que previa a extinção do pagamento em dinheiro nos ônibus, sequência de acontecimentos que sugere que a proposta já havia sido apresentada previamente ao chefe do Executivo, embora a administração municipal sustente que a decisão não contou com sua autorização.
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