BNDES e Prefeitura de Belo Horizonte firmam contrato para novo modelo de ônibus com potencial de R$ 35,6 bilhões em investimentos

Parceria entre BNDES e o município de BH marca o início de um processo que poderá redefinir o modelo de transporte público da capital mineira

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura de Belo Horizonte firmaram nesta terça-feira (5) um contrato para a estruturação de um novo modelo de transporte público por ônibus na capital mineira. A iniciativa prevê a reestruturação completa do sistema, com possibilidade de implantação por meio de concessão comum ou parceria público-privada (PPP).

O projeto contempla a avaliação, modelagem e viabilização da concessão do transporte coletivo municipal, incluindo operações de ônibus, terminais e integração com o sistema metropolitano. Também estão previstos estudos para ampliação e implantação de novos corredores de BRT, além de recomendações para o fortalecimento da governança na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A proposta tem como objetivo implantar um sistema mais eficiente e atrativo, com racionalização de linhas, integração tarifária e iniciativas de descarbonização da frota, além da possibilidade de execução de projetos estruturantes já mapeados.

Este é o primeiro contrato firmado pelo BNDES após a divulgação do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (EMNU), que aponta a necessidade de R$ 433,8 bilhões em investimentos em 21 regiões metropolitanas brasileiras, sendo R$ 35,6 bilhões estimados para a Grande Belo Horizonte.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a capital mineira reúne condições favoráveis para liderar esse processo. O dirigente afirmou que a cidade apresenta capacidade de acesso a financiamento e bom desempenho em indicadores nacionais, o que pode acelerar a requalificação da mobilidade urbana local.

O prefeito Álvaro Damião destacou que o atual contrato de transporte coletivo por ônibus vence em 2028, reforçando a necessidade de uma nova modelagem. Ele afirmou que o apoio do banco será fundamental para estruturar o novo sistema, além de confirmar que o BNDES também atuará no financiamento da renovação da frota.

Ainda de acordo com o prefeito, já foi iniciado processo para a aquisição de 100 ônibus elétricos em 2026, medida alinhada às diretrizes de descarbonização do transporte público. Leia mais sobre, clicando aqui.

O projeto inclui ainda a análise de viabilidade e desenvolvimento de três eixos prioritários, com impacto estimado em R$ 2 bilhões em investimentos e 31 quilômetros de corredores. Os trechos selecionados são:

  • BRT Amazonas
  • BRT Anel Rodoviário
  • BRS Pedro II

No contexto do EMNU, estão previstos 14 projetos estruturantes para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, com ampliação da rede de transporte de 84 km para 314 km, beneficiando mais de 1,4 milhão de passageiros por dia útil.

Entre os principais investimentos projetados:

  • Metrô: 31,6 km de expansão, com cerca de R$ 18,7 bilhões em aportes e atendimento a aproximadamente 365 mil passageiros diários
  • VLT: 91,8 km de extensão, com R$ 11,4 bilhões em investimentos e capacidade para cerca de 300 mil passageiros por dia
  • BRT: 106,6 km de corredores, com previsão de R$ 5,5 bilhões em recursos

A parceria entre o BNDES e o município de Belo Horizonte marca o início de um processo que poderá redefinir o modelo de transporte público da capital mineira, com foco em eficiência operacional, sustentabilidade e integração metropolitana.


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