
Uma nova movimentação societária no setor de transporte de passageiros reforça o avanço do Grupo Comporte sobre operações rodoviárias no estado de São Paulo. Publicação recente no Diário Oficial da União tornou público o Ato de Concentração que envolve a Viação Piracicabana S.A. e a Rápido Fênix Viação Ltda., indicando a aquisição de controle da empresa pela operadora ligada ao conglomerado.

De acordo com o registro oficial, a operação está enquadrada na legislação concorrencial brasileira e envolve o transporte rodoviário coletivo de passageiros com itinerário fixo. No caso da Fênix, trata-se de linhas sob regime rodoviário regulado pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), inserindo a empresa no sistema de serviços intermunicipais rodoviários de gestão estadual.

Piracicabana integra o núcleo central do Grupo Comporte
A Viação Piracicabana é uma das principais empresas do Grupo Comporte, conglomerado de mobilidade administrado pela família de Nenê Constantino, com atuação nacional nos setores urbano, metropolitano, rodoviário, aéreo e sobre trilhos. O grupo vem ampliando presença em contratos e concessões de diferentes perfis, combinando operações urbanas e rodoviárias em sua estratégia de crescimento.

Origem da Fênix e relação com o Grupo SOU
No caso da Fênix, a empresa pertencia a um ramo da família Chedid. Os integrantes desse núcleo familiar são parentes do grupo que controla o Grupo SOU Transportes — responsável por empresas como Sancetur, Rigras e Viação Saens Peña — porém as operações da Fênix e das empresas do SOU não mantêm relações comerciais diretas entre si, apesar do vínculo familiar entre os grupos.
Apesar da operação societária envolvendo o controle da empresa, os serviços municipais atualmente operados pela marca Fênix em cidades como Ilhabela, Serra Negra e Pedreira seguem, neste momento, mantidos sob o CNPJ 05.849.495/0001-41 e a razão social Expresso Fênix Viação Ltda., sem alterações operacionais anunciadas até agora. O mesmo vale para as operações de transporte escolar da empresa. Esses sistemas possuem contratos e características próprias, distintos das linhas rodoviárias sob gestão estadual.
A formalização do ato de concentração indica o início dos trâmites regulatórios e societários para a transferência de controle. Como ocorre nesse tipo de transação, a integração plena depende de etapas administrativas e de eventuais análises por órgãos reguladores, além de ajustes internos de gestão.
Consolidação segue tendência no transporte rodoviário
A aquisição da Fênix reforça o movimento de consolidação que vem ocorrendo no transporte de passageiros no Brasil, com grupos de maior porte ampliando participação por meio da incorporação de empresas regionais, buscando ganho de escala, fortalecimento institucional e maior competitividade em futuros processos licitatórios.
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