
O transporte público coletivo de Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, está paralisado desde as primeiras horas desta terça-feira (22). Segundo a Prefeitura, o movimento teve início por volta das 3h e envolve trabalhadores do sistema municipal.
De acordo com a Administração Municipal, a paralisação foi deflagrada pelo sindicato que representa a categoria em razão de questões trabalhistas envolvendo os funcionários e a empresa responsável pela operação do transporte coletivo.
A operação municipal é realizada pela Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda., que atua na cidade sob a marca SOU Caraguá. A empresa assumiu a concessão do sistema em 1º de junho de 2024, após a Prefeitura autorizar a transferência da concessão anteriormente operada pela Expresso Fênix.
A Sancetur integra o grupo SOU Transportes, ligado à família Abi Chedid. Dados cadastrais atualizados da filial da empresa em Caraguatatuba apontam a SOU Holding de Mobilidade Ltda. como sócia e Marco Antonio Nassif Abi Chedid como administrador.
Prefeitura acompanha paralisação
Em nota divulgada nesta terça-feira, a Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana (SESMOB), informou que acompanha a situação desde o início do movimento.
O município afirma que mantém contato com as partes envolvidas e que está adotando as providências administrativas necessárias para buscar a retomada do serviço e minimizar os impactos causados aos passageiros.
Até a divulgação da nota, entretanto, a paralisação permanecia em andamento, afetando a operação do transporte coletivo municipal.
Por se tratar de um serviço público essencial, a Prefeitura informou ainda que está formalizando as ocorrências e acompanhando a situação operacional, além de avaliar medidas administrativas e jurídicas para resguardar os usuários e buscar o restabelecimento do atendimento.
Concessionária assumiu sistema em 2024
A Sancetur passou a operar o transporte municipal de Caraguatatuba em junho de 2024. Na ocasião, a Prefeitura informou que a empresa utilizaria inicialmente a estrutura e a frota que pertenciam à antiga concessionária, com previsão de mudanças posteriores no sistema e no layout dos veículos.
Ainda em junho daquele ano, Prefeitura, empresa e sindicato anunciaram um acordo envolvendo reajustes salariais e benefícios para os trabalhadores do sistema. O reajuste informado na época foi de 12,76% para motoristas e de 6% para as demais funções, além de aumento no vale-refeição.
A atual paralisação, no entanto, ocorre em meio a novas questões trabalhistas, segundo a Prefeitura.
Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores ou sobre as negociações em andamento entre o sindicato e a concessionária.
A Prefeitura informou que novas atualizações serão divulgadas assim que houver informações sobre a retomada da operação.
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